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UFRJ estuda Rio das Ostras

Um grupo de engenheiros da Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), esteve em Rio das Ostras, na última semana, levantando dados para um estudo técnico para a drenagem dos canais de Medeiros e Coruja, do rio das Ostras e Jundiá. A previsão é que a proposta seja formulada em um mês. Essa é uma das ações do Grupo de Prevenção a Enchentes (Grupe) da Prefeitura de Rio das Ostras, do qual participam o vice-prefeito, Wilton Broder, servidores municipais e representantes da sociedade civil organizada. Entre as ações do grupo, está a solicitação ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) de auxílio para solucionar o problema dos alagamentos.

-Buscamos o auxílio do Inea para fazer o desassoreamento dos rios e canais de Rio das Ostras e eles nos indicaram a Coppe, que é referência nacional na solução de projetos dessa natureza – disse o subsecretário de Urbanismo e Obras do município, Alan Ribeiro.

Com a proposta em mãos, a Prefeitura de Rio das Ostras irá avaliar a viabilidade do projeto, que será executado a partir de um modelo de células de escoamento desenvolvido pelo instituto. O modelo hidrodinâmico permite simular como o Canal de Medeiros se comportará com as chuvas, antes mesmo do início das obras.

O grupo da Coppe é liderado pelo professor Paulo Canedo, chefe do laboratório de hidrologia e estudos do Meio Ambiente, que, recentemente, teve o projeto que revisa o plano diretor de recursos hídricos da Baixada Fluminense, o Projeto Iguaçu, elogiado pela ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. A ministra afirmou que o trabalho foi o melhor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Recentemente, os técnicos também fizeram um estudo para solucionar o problema de drenagem do município de Campos, que já foi executado.

Macrodrenagem – O contato com o Inea e a Coppe surgiu após um estudo inicial, desenvolvido por engenheiros da Prefeitura para realização de macrodrenagem, de forma a solucionar a questão de enchentes do município.

A proposta é que seja construída uma ponte no limite entre Casimiro de Abreu e Rio das Ostras. A ponte terá aproximadamente 15 metros e, com o desassoreamento, a vazão da água das chuvas seria facilitada. O trecho do canal, localizado próximo à RJ-162, também está contemplado no projeto. Outros pontos como o rio das Ostras, Jundiá e canal das Corujas também estão incluídos nessa etapa. 

Fonte: Governo do Estado RJ