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UPP Rocinha cria serviço para estreitar relação com a comunidade

 

A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Rocinha está inovando para estreitar ainda mais o relacionamento com a comunidade. Há dois meses, uma soldado liga para os moradores para perguntar sobre o tratamento que receberam dos agentes durante uma ocorrência. Batizada de pós-atendimento, a iniciativa tem o objetivo de ouvir críticas, sugestões e aprimorar o serviço. Até agora, o retorno tem sido satisfatório: de 100 ligações, apenas duas pessoas não foram receptivas.

 

 

“Antes da UPP, a polícia entrava e saía, sem criar vínculo. Falo para os moradores que não estamos aqui de passagem. Foram 40 anos nas mãos do poder paralelo. Ainda há receio, mas o pós-atendimento vai contribuir na aproximação” afirmou o comandante da UPP, major Edson Santos.

 

 

Para viabilizar o serviço, os policiais anotam nome, telefone e e-mail dos moradores que precisaram dos agentes. Cabe a soldado Dezia Juliana entrar em contato e saber se a postura dos colegas foi aprovada. Os detalhes do caso e a nota de 0 a 5 são registrados no livro de pós-atendimento. Mas, às vezes, a ligação vai além.

 

“Pergunto se estão bem, o que acharam dos policiais e se precisam de algo. Ficam felizes em receber a ligação, contam histórias, choram. Pareço até psicóloga” disse Dezia.

 

Dados serão informatizados.

 

De acordo com o comandante, a proposta é reunir um número maior de avaliações para criar relatórios e definir mudanças. Um segundo passo será informatizar os dados e iniciar a visita aos moradores.

 

 Centro de Mediação de Conflitos é instalado

 

Os moradores da Rocinha agora têm um local para resolver seus problemas, sem precisar recorrer à Justiça. Funcionando desde meados de janeiro, o Centro de Mediação de Conflitos da UPP local fica no Parque da Cidade, na Gávea, e tem feito em média 30 atendimentos por mês.

 

 

 

Capacitados pelo Tribunal de Justiça para atuar na mediação de conflitos, os soldados da Polícia Militar Sidney Macário e Dejan Ricardo trabalham à paisana, recebendo pessoas que têm problemas para resolver. O objetivo deles é que os moradores não precisem chegar à via judicial para solucionar pequenas questões, como desentendimentos entre vizinhos ou brigas de família.

 

 

 

Atuando em apoio aos policiais, uma equipe de dez membros do Ministério Público se reveza no atendimento do Centro da Rocinha, na sede da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, no Complexo do Alemão, e de forma itinerante, visitando todas as comunidades pacificadas. A ideia é que, no futuro, cada uma delas tenha um centro de mediação de conflitos instalado.

 

 

 

“Nosso trabalho é muito gratificante. Minha satisfação é ver a alegria das pessoas. O local de atendimento é aqui no parque para desvincular o serviço da imagem da polícia fardada” disse o soldado Macário, que já foi conciliador no Juizado Especial Criminal.

 

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