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Zona Oeste pode ganhar faculdade de Medicina

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), enviou ofício ao presidente Lula e ao ministro da Educação, Fernando Haddad, solicitando a criação de uma faculdade de ciências médicas e biológicas na Zona Oeste do município do Rio. No ofício, ele sustenta que a universidade contribuiria para corrigir um desequilíbrio no desenvolvimento regional do Rio, criado pelo crescimento da região. “Se a Zona Oeste fosse um município, seria o segundo mais populoso do estado, com o dobro de habitantes do atual segundo colocado no ranking, que é São Gonçalo (com 970 mil habitantes), o que por si só já justificaria a criação de uma faculdade para atender a demanda local por profissionais”, argumenta o parlamentar.

Picciani defende a importância de se estimularem os jovens a se formar como enfermeiros, médicos e nutricionistas e sustenta que esta iniciativa terá impacto direto na melhoria da qualidade de vida da região. “Hoje as pessoas moram em Ipanema e se formam em Medicina na UFRJ , Uerj ou na UFF. Depois, fazem um concurso para o estado e vão trabalhar na Zona Oeste. Aí querem ser transferidas para  o hospital da  Lagoa, para o de Ipanema, e a Zona Oeste fica com essa falta seguida de médicos. Não é culpa dos médicos, mas de uma estratégia errada no desenvolvimento regional na cidade do Rio, que pretendemos corrigir”, explica o parlamentar. Ele esteve reunido recentemente com lideranças da região, que argumentaram que Itaperuna, Vassouras, Valença, Teresópolis, Petrópolis, Friburgo e Duque de Caxias têm faculdades de Medicina. "Será que a Zona Oeste, só por estar dentro do município do Rio de Janeiro, não precisa ter uma faculdade?”, questiona o parlamentar.

Quanto à receptividade da sugestão, Picciani é otimista. “Tanto o presidente Lula quanto o ministro Haddad são pessoas sensíveis e vão compreender esta demanda da região. Em matéria recente, chamou-me atenção estatística de que, em sete anos de seu Governo, foram feitas uma vez e meia mais escolas técnicas do que em cem anos e que 11 universidades já foram criadas, além de existirem mais três projetos tramitando no Congresso. Isso mostra a disposição de contribuir para o aumento do acesso da população ao ensino superior”, analisa

Fonte: Alerj