Presidente da Light reivindica mais investimentos

Presidente da Light reivindica mais investimentos
 

Durante audiência pública da Comissão de Política Urbana, Habitação e Assuntos Fundiários da Assembleia Legislativa do Rio, presidida pelo deputado Alessandro Calazans (PMN), nesta quinta-feira (08/04), o presidente da Light, Jerson Kelman, afirmou que a concessionária precisa de mais investimentos para prestar um bom serviço à população. De acordo com o empresário, o principal motivo das interrupções do fornecimento de energia que afetaram o Rio ultimamente foram as temperaturas elevadas do último verão, o que, segundo ele, causou crescimento de 17% no consumo de energia em relação a 2009. Para o deputado Calazans, o fato mostra que o serviço ainda está muito aquém do ideal.

“O foco principal em encontros como este é saber o que realmente está acontecendo. O presidente da Light chegar aqui e reconhecer que tem que se fazer algo a mais, como aumentar os investimentos em relação aos últimos anos para suprir necessidades imediatas, já é um passo”, afirmou o parlamentar.

Kelman declarou que o patamar de investimentos para novos equipamentos ainda será analisado pelo conselho da empresa, mas será maior do que os R$ 456 milhões que foram gastos no ano passado. “Vamos priorizar a mudança da sistemática de manutenção e do monitoramento das redes de energia subterrâneas e aéreas. Com isso, mesmo que haja um aumento significativo de consumo, não haverá interrupções, como se observou no verão passado. Não podemos garantir um serviço absolutamente perfeito, sem falhas, mas, se elas ocorrerem, serão menos frequentes e menos duradouras”, ponderou. Diante da afirmativa, o deputado André Correa (PPS), membro da comissão, disse que a Alerj irá verificar se a empresa realmente trocou os equipamentos necessários para a prestação de melhores serviços. “É preciso que estes investimentos aconteçam e que cuidados com a manutenção não sejam fatos isolados e, sim uma política permanente da Light”, defendeu.

O parlamentar também citou o volume de processos em juizados especiais movidos contra a concessionária, que cresceu 40% de 2008 para 2009. “Ele será ainda maior em 2010. Ao invés de o consumidor ter que ficar penando na Justiça para o ressarcimento de seus direitos por danos elétricos e perda de bens perecíveis causados pela interrupção de energia, a empresa poderia verificar pessoalmente se a pessoa está certa ou não, através de um contato mais direto com o consumidor”, sugeriu. O presidente da Light disse que a empresa já adotou essa política quando faltou luz, no início do mês de março, no prédio do Detran, na Avenida Presidente Vargas, Centro do Rio. “Deslocamos uma equipe móvel ao local para verificar e recompensar os danos causados e, depois, ligamos para cada pessoa prejudicada para saber se o serviço já estava bom e se elas se sentiram respeitadas. A resposta foi ótima: 96% das pessoas responderam afirmativamente”, declarou Kelman, que se comprometeu a fazer mais ações deste tipo.

Calazans também questionou o fato de muitos consumidores reclamarem dos altos valores cobrados nas contas enviadas. “A empresa poderia analisar o consumo médio da pessoa antes de cobrar contas exorbitantes, pois isso evitaria que ela tivesse que pagar o valor proposto antes de questionar a concessionária”, sugeriu. Kelman também se comprometeu a melhorar a relação com o cliente neste quesito.

 

Fonte: Alerj

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